A Nova Medicina | João Lobo Antunes

Sir William Osler (1849-1919), o fundador da medicina clínica de base científica […] dizia que «era mais importante conhecer o doente que tem a doença do que conhecer a doença que o doente tem».
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O usos excessivo de todas estas técnicas, em parte promovido pela chamada medicina defensiva, que por temer processos judiciais faz crescer o número de exames desnecessários, com riscos aumentados para o doente, é um dos maiores causadores do aumento dos custos da saúde.

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Na Nova Medicina a imagem quase aboliu a narrativa da doença, em parte porque o médico tem menos tempo para ouvir (há um estudo que revela que o médico tende a interromper o discurso do doente em média dezoito segundos depois de ele começar!).
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Isto significa que a certificação inicial já não chega e exige-se agora uma recertificação. Este processo é hoje aceite com tranquilidade em países como os Estados Unidos, onde, por exemplo, o diploma de especialista em Neurocirurgia tem uma validade inicial de apenas dez anos.

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Neste aspecto a Internet – ou o Dr. Webb como alguém lhe chamou – teve um impacto extraordinário, cuja dimensão futura é ainda difícil de prever. A Net é hoje um «colega» algo incómodo, que nunca trabalhou num hospital, não é responsável pelo que diz, não se cansa nem se zanga, tem uma paciência infinita e está disponível a qualquer hora.

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